O Vale do São Francisco é um dos principais polos da fruticultura nacional e possui grande potencial para ampliar, ainda mais, sua presença no mercado internacional.
No entanto, para conquistar novos espaços e fortalecer as exportações, é fundamental que os produtores invistam na proteção dos pomares e adotem práticas fitossanitárias. Esse foi o tema abordado pelo diretor-presidente da Moscamed, Jair Virginio.
Durante participação no programa “Ligação Direta”, da rádio Tropical Sat, na noite desta terça-feira (26), Jair explicou como funciona o monitoramento das moscas-das-frutas realizado pela Moscamed e destacou a relação desse serviço com a qualidade das frutas e a abertura de novos mercados para exportação.
Segundo ele, para que a fruta brasileira chegue ao mercado internacional, é necessário oferecer garantias ao comprador de que o produto possui qualidade e segurança fitossanitária. Nesse contexto, o monitoramento se torna uma ferramenta essencial.
Jair também ressaltou que os mercados internacionais estão cada vez mais rigorosos. Até 2019, por exemplo, a Europa não fazia tantas exigências relacionadas à comprovação fitossanitária das frutas produzidas no Brasil e em outros países. A partir desse período, passou a exigir certificações e evidências de que os pomares exportadores não sofrem ataques de moscas-das-frutas.
O diretor-presidente destacou ainda que o serviço de monitoramento é acessível tanto para pequenos quanto para grandes produtores. Como exemplo, explicou que, em média, um hectare pode produzir cerca de 40 toneladas de manga por safra, enquanto o custo do monitoramento representa um investimento muito inferior, cerca de 15kg.
Durante a entrevista, Jair Virginio também chamou atenção para um dado relevante: o Brasil ocupa a 3ª posição mundial na produção de frutas, mas aparece apenas em 23º lugar no ranking de exportações. Para ele, esse cenário demonstra o enorme potencial de crescimento do setor, especialmente no Vale do São Francisco, desde que os produtores priorizem a produção de frutas saudáveis e de qualidade.
Ao encerrar sua participação, Jair orientou os produtores rurais a buscarem instituições sérias e qualificadas para a realização do monitoramento das moscas-das-frutas, observando a procedência da empresa, a capacitação dos profissionais e a estrutura oferecida. A Moscamed segue à disposição dos produtores do Vale do São Francisco para construir uma fruticultura cada vez mais forte.