Moscamed: 6 anos de perfumes e açúcares!
A maioria dos países ocidentais diria que estamos comemorando hoje Bodas de Caramelo. Mas como somos uma organização social genuinamente brasileira, nesta segunda-feira, 11 de abril de 2011, temos a honra de completar Bodas de Perfume ou Açúcar, como é designada a celebração de seis anos de aniversário no Brasil. Reza a tradição que para cada ano, existe um material que representa uma nova etapa, e este ano, todos nós que fazemos a Biofábrica Moscamed Brasil, somos perfume e açúcar. A palavra açúcar tem sua origem primitiva no termo sânscrito sharkara (शर्करा) e significa “grão”. E foi assim, naturalmente como um grão no Sertão do Vale do São Francisco, nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), que se iniciaram as atividades da primeira biofábrica do Brasil para a produção de insetos estéreis e controle biológico de pragas. O nosso perfume, não é exatamente uma mistura de óleos essenciais aromáticos, exalamos ferômonio sexual de Ceratitis capitata, espécie de moscas-das-frutas produzida em escala industrial na Unidade de Produção. E a marca desse “perfume” já chega atualmente a vários estados brasileiros, entre eles Bahia, Pernambuco, Piauí, Ceará, Espírito Santo, Santa Caratrina e Rio Grande do Sul. Durante esses seis anos, a Moscamed ampliou o acesso do Brasil ao mercado internacional de frutas, principalmente Estados Unidos e Japão. Empregou as melhores técnicas no monitoramento de pragas, na aplicação da Técnica do Inseto Estéril (TIE), e na capacitação em defesa agropecuária. Como uma fábrica de perfumes, a força da Moscamed depende basicamente da concentração de suas matérias-primas, ou seja, do seu capital humano. E do ponto de vista técnico o bom desempenho das atividades realizadas por esta instituição ao longo dos anos deve-se as diversas combinações de frangâncias e açúcares como, por exemplo, bons projetos e parcerias. Essas combinações levaram a Moscamed ao êxito, mas como os perfumes que podem ser fortes ou fracos, tivemos momentos fáceis e muito díficeis, mas também como os perfumes de boa fixação, persistimos por anos. E a fragância da nossa marca já pode ser sentida nacional e internacionalmente, não por mérito de um agente, como há quem acredite. Na verdade, o nosso sucesso se deve à base ética, eficiente e dinâmica, que faz da Moscamed uma empresa referência em gestão, tecnologia e inovação.
Moscamed abre vagas de estágio
VAGAS DE ESTÁGIO NA MOSCAMED A MOSCAMED SELECIONARÁ ALUNOS DE GRADUAÇÃO PARA ESTÁGIO NO PROGRAMA DE CONTROLE GENÉTICO DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI, QUE ÉREALIZADO EM CONJUNTO COM A UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP). PARA AS VAGAS DISPONÍVEIS OS INTERESSADOS DEVEM ENCAMINHAR CURRÍCULO, OU ENTRAR EM CONTATO PELO ENDEREÇO ELETRÔNICO: estagio@moscamed.org.br. A SELEÇÃO DOS CANDIDATOS SERÁ REALIZADA POR UMA ENTREVISTA. O ESTÁGIO SERÁ REMUNERADO, E A CARGA HORÁRIA VARIA DE 12H À 20H SEMANAIS. Sobre a MOSCAMED: A Moscamed é uma Organização Social vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Suas atividades são voltadas para a produção de insetos empregados no controle integrado de pragas, no monitoramento de espécies de interesse econômico e na capacitação, treinamento e disseminação de informação técnico-científica. E, agora, em conjunto com a USP e o Ministério da Saúde irá produzir em larga escala mosquitos Aedes aegypti transgênicos para suprimir populações selvagens do mosquito transmissor do vírus dengue. Mais informações acessem: www.moscamed.org.br ou www.twitter.com/moscamed.
Workshop debate nova tecnologia para controlar mosquito Aedes aegypti
Durante o workshop realizado na última sexta-feira (5), no auditório da Codevasf, em Juazeiro, a nova tecnologia para supressão de populações naturais de mosquitos Aedes aegypti foi apresentada aos profissionais do setor, ao poder público e à comunidade. O evento contou com a presença do diretor presidente da Moscamed, Aldo Malavasi; do diretor executivo, Jair Virgínio; da assesora técnica do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), Ima Braga; da superintendente da Secretaria de Saúde do estado da Bahia, Lorene Pinto; da pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas da USP, Margareth Capurro; do gerente técnico da Oxitec (U.K), Andrew McKemey; e de diversas autoridades locais. Em sua apresentação, Ima Braga reforçou a importância do Programa nacional como eixo estratégico para o controle da doença que atinge todos os estados do país. E ressaltou que o PNCD tem como foco as ações preventivas de combate ao mosquito, a fim de evitar epidemias e organizar todos os níveis de assitência aos pacientes. “No entanto, para alcançar esse patamar é preciso, principalmente, que cerca de 18 millhões de pessoas que vivem em áreas urbanas tenham acesso a água”, exemplificou. A superintendente da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, Lorene Pinto, abordou o programa de controle de Aedes aegypti no estado, que notificações de dengue em todos os meses do ano. Segundo Lorene, a maior preocupação é diminuir o uso de inseticidas químicos utilizados nos focos de criadouros. E que a implementação dessa nova tecnologia de controle genético do mosquito deve ter interferências direta das políticas públicas de saúde, educação e infra-estrutura. “Não adianta trabalharmos apenas uma linha, esse novo projeto é mais uma possibilidade, uma expectativa de controlar o vetor, assim como a vacina seria uma resposta ao indivíduo”, ressaltou. O Programa de Controle Genético do Mosquito Aedes aegypti, que será desenvolvido pela Moscamed em parceria com a Oxitec e a USP, foi apresentado pela Dr. Margareth Capurro, que descreveu as principais características dessa tecnologia pioneira no país, e evidenciou os principais benefícios do seu uso. Segundo a pesquisadora, essa tecnologia não trará qualquer impacto ecológico ao meio ambiente, nem ao ser humano, porque essa espécie já foi erradicada do Brasil na década de 1950. A próxima etapa do projeto será a liberação em campo do mosquito transgênico, nos sítios selecionados pela comissão técnica, e localizados na cidade de Juazeiro, no bairro de Itaberaba, e nos distritos de Carnaíba, Campos dos Cavalos, Maniçoba e Mandacaru. Para essa liberação é necessário ainda que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) emita uma autorização, que deverá sair até o final deste ano.
Missão da AIEA fará treinamento em espécies de moscas-das-frutas no Brasil
A Moscamed coordenará uma missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), no Brasil, nos dias 23 de agosto a 2 de setembro, para treinamento em identificação de espécies de moscas-das-frutas de importância econômica. A missão é composta por um grupo de 7 técnicos da América Central e do Sul. Nesta segunda-feira (23) o grupo fará uma visita científica ao Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências (IB), da Universidade de São Paulo (USP), para treinamento em identificação taxônomica e comportamento de Anastrepha grandis, no Laboratório de Moscas-das-frutas, coordenado pela Dra. Keiko Uramoto. Na próxima quarta-feira (25), seguem para Fortaleza (CE) onde visitarão à Área Livre de A. grandis do Vale do Jaguaribe (CE), e o Sistema de Mitigação de Risco para a cultura do mamão, programa de monitoramento de espécies de moscas-das-frutas executado pela Moscamed em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (ADAGRI). A missão segue ainda para a cidade de Mossoró (RN) onde conhcerão as barreiras fitossanitárias do Vale do Assu (RN), acompanhados pelo Diretor do Instituto de Defesa e Inspeção do RN (IDIARN), Magnos Bezerra, e o Laboratório de Identificação Taxonômica da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), coordenado pelo Dr. Elton Araújo. O treinamento contará também com uma visita à Moscamed, no Vale do São Francisco, para que os técnicos conheçam a Unidade de Produção de Ceratitis capitata da biofábrica. Em campo, irão em plantações de goiaba, acerola, manga e uva para saber como é realizado o Programa de Monitoramento de espécies de moscas-das-frutas nessas culturas, coordenado pelo gerente técnico, Rodrigo Viana. O objetivo da missão é capacitar os técnicos para que eles consigam identificar espécies de moscas-das-frutas em qualquer estágio de desenvolvimento, tais como ovo, larva, pupa ou alduto. Fazem parte do grupo técnico: Monica Rosario Jurado Nery (Tarija), Hernan Zetina (Belize), Raul Henrique Castaneda Aldana (Guatemala), Jose Eduardo Caballero Lopez (Tegucigalpa), Alba Nidia Jimenez Castillo (Managua) e Juan Antonio Bernal Vasquez (Panama).
Moscamed e ICB desenvolvem mosquito para controle biológico da dengue
A dengue é um dos principais problemas de sáude pública do mundo. E, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país de maior número de casos notificados. O Ministério da Saúde informou que só neste primeiro bimestre houve um aumento de 72% dos casos registrados em relação ao mesmo período do ano passado. Como não existe vacina capaz de imunizar a população, as estratégias de controle do mosquito Aedes aegypti resumem-se a atividades preventivas, baseadas na eliminação de criadouros, adoção de medidas comunitárias de conscientização e, principalmente, aplicação estratégica ou emergencial de inseticidas químicos. Pensando em mais uma possibilidade de combate à dengue, a Moscamed, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP), a Faculdade de Higiene e Saúde Pública (FSP/USP) e a Oxitec (Universidade de Oxford/U.K) estão desenvolvendo um método de controle biológico da doença. É a técnica de mosquitos transgênicos, ou seja, manipulados geneticamente para desenvolver características específicas. Os insetos transgênicos de Ae. aegypti carregam um gene que a prole não é viável, ou seja, os filhos morrem. Os machos transgênicos que são liberados acasalam com fêmeas selvagens, e geram descedentes que morrem na muda de larva para pupa. Provocando diminuição na população do mosquito que transmite a dengue. Na semana passada, os pesquisadores Aldo Malavasi e Jair Virgínio (Moscamed), Margareth Capurro (ICB/USP), Mauro Marelli (FSP/USP), Andrew Mckemey (Oxitec) e Agentes de Endemias da Secretária Municipal de Saúde de Juazeiro-BA visitaram os possíveis sítios, áreas onde o mosquito transmissor da doença está presente, para a liberação do inseto transgênico. Isolados para facilitar o controle e a segurança no local de liberação, os sítios têm a presença de mosquitos e uma poupulação entre quinhentos e dois mil habitantes. “Essa é uma biotecnologia que deve ser usada com outras abordagens e é também uma metodologia alternativa de controle do mosquito para lugares que ainda não se têm acesso”, ressalta Capurro. Por se tratar de uma espécie exótica, que não faz parte do ecossistema brasileiro, os mosquitos transgênicos produzidos pela Moscamed não irão causar impactos negativos no meio ambiente, nem nos seres humanos.