A Moscamed, em parceria com o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), iniciou, na última quarta-feira (11) e sexta-feira (13), a liberação oficial dos machos estéreis da espécie Aedes aegypti. O objetivo é reduzir a população do vetor e, consequentemente, os casos de arboviroses na aldeia KM-10, em Tenente Portela (RS).
Na última semana, cerca de 120 mil mosquitos foram liberados. A partir de agora, as solturas ocorrerão de forma contínua, duas vezes por semana, até o final do ano. Os lotes são produzidos em nosso laboratório, localizado em Juazeiro (BA), e enviados diretamente ao Rio Grande do Sul.
A aldeia KM-10 é o segundo território indígena do país a receber machos estéreis por meio da Técnica do Inseto Estéril (TIE). Essa estratégia consiste na produção em larga escala de machos que, ao serem liberados na natureza, acasalam com fêmeas selvagens sem gerar descendentes. Com isso, contribuem para a redução da população do vetor e, consequentemente, dos casos de dengue, Zika e chikungunya.
A tecnologia da TIE integra as diretrizes do Ministério da Saúde para o enfrentamento das arboviroses em áreas vulneráveis, como territórios indígenas. Os machos estéreis não transmitem doenças nem causam impactos negativos ao meio ambiente, representando uma solução inovadora e sustentável para a saúde pública.
De acordo com a coordenadora técnica Aline Macedo, essa iniciativa representa um passo importante no fortalecimento e na proteção da saúde dos povos indígenas. “Estamos implementando a TIE em mais um território indígena e estou muito feliz em saber que podemos salvar vidas e fortalecer, juntamente com outros órgãos, a saúde desses povos. A partir de agora, as liberações serão contínuas e esperamos obter bons resultados”, afirmou.
