O diretor-presidente da Moscamed Brasil, Jair Virginio, realizou uma visita técnica aos territórios indígenas de Amambai, Aquidauana, Miranda e Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, entre os dias 2 e 6 de março. O objetivo foi avaliar essas áreas para possível implementação da Técnica do Inseto Estéril (TIE), utilizada no controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya.
A agenda contou com representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz, Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), polos-base e lideranças indígenas. A tecnologia da TIE integra as estratégias nacionais de enfrentamento às arboviroses, especialmente em regiões mais vulneráveis, como os territórios indígenas.
A TIE consiste na produção de mosquitos machos que passam por um processo de esterilização em laboratório. Quando liberados na natureza, esses mosquitos copulam com as fêmeas, mas não geram descendentes. Com o tempo, a população do Aedes aegypti tende a diminuir, reduzindo a transmissão das doenças.
A Moscamed já aplica a técnica em Pesqueira (PE), na aldeia de Cimbres, e em Tenente Portela (RS), no KM 10. Após a visita ao Mato Grosso do Sul, caberá ao Ministério da Saúde definir qual área será contemplada com a nova etapa do Programa.
Os mosquitos estéreis serão produzidos no laboratório da Moscamed Brasil, em Juazeiro (BA), a partir de ovos coletados nas próprias áreas indígenas, promovendo maior adaptação ao ambiente local.
Para o diretor-presidente, Jair Virginio, visitar novas áreas que podem receber a implementação dessa tecnologia foi uma satisfação. “A TIE é uma ferramenta inovadora e segura para reduzir a população do Aedes aegypti nesses territórios. Conhecer essas áreas foi uma oportunidade de troca de conhecimentos, saberes e tradições, além de fortalecer, ainda mais, a saúde dos povos indígenas. Espero voltar em breve”, disse.
